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“Este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”

“E porei inimizade (guerra) entre ti (Satanás) e a mulher (a igreja), e entre a tua descendência (anjos e homens dominados por Satanás) e o seu descendente (Messias). Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gn. 3:15

Este verso é muito importante para se lembrar, porque é a primeira menção da linha de escarlata da redenção de Deus, e de como as promessas são reveladas ao longo da história do povo de Deus (O Antigo Testamento) e prossegue na cruz do Calvário, quando o sangue do Cordeiro de Deus é derramado.

O calcanhar ferido de Jesus: – Quando Jesus assumiu a nossa natureza humana, Ele foi afetado pelas fraquezas da nossa carne, sua ferida se intensificou quando Deus no calvário lançou sobre Ele a culpa de nossos pecados, naquele momento Ele exclamou: “Elí, Elí, lama, Sabactâni – Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste”.

Quando Jesus pisou o lagar, recebendo a culpa de nossos pecados, O Filho do Altíssimo estava ferido! Este “descendente da mulher” lançaria em Satanás sua seta fatal, mas, em contrapartida, foi dito que Satanás também o prejudicaria, como se ele recebesse uma mordida no calcanhar. Isto é, um golpe doloroso, mas não fatal como um golpe na cabeça.

Quando Jesus recebeu o veneno da culpa dos pecados da humanidade abriu-se uma enorme ferida em seu calcanhar. Ele então se defendeu dizendo: Tételestai = Está consumado! Desta forma Ele pisou na cabeça da Serpente. O veneno do pecado encontrou o seu antítodo no precioso sangue de Jesus.

A cabeça ferida de Satanás: Cristo sai morto do calvário e Satanás continua vivo, o que a Serpente não esperava era que Ele ressuscitasse. Sua ressurreição ratificou Sua vitória e triunfo contra Satanás (Serpente) e suas hostes malignas.

Rm. 4:25: “Ele foi entregue por nossos pecados, e ressuscitou para nossa justificação”.

“e, despojando os principados, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” Cl. 2:15.

“Cristo… Redimiu a desgraçada queda de Adão, e salvou o mundo” (My Life Today, 323).

Sangue: veículo de redenção que discorre toda Bíblia

“Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.” Lv. 17:11

Sangue (Heb. dam) é vida, e a vida é o sangue. Quando o sangue é derramado, uma vida é derramada. O sangue se torna o veículo de redenção ao longo da Bíblia inteira. Se você não puder entender o sangue, você não pode entender a Jesus. Jesus não veio curar o doente, Ele fez isto com sua vida. Ele veio e determinou a si mesmo, ir para Jerusalém, e morrer. Jesus disse, “Para esta causa eu vim.”“Sem derramamento de sangue,” diz o apóstolo, “não há remissão de pecado.” “A vida da carne está no sangue.” Lv. 17:11.

 “Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.” Jo. 10:18

Jesus veio por uma razão, derramar o sangue dele. Lembre-se, Jesus veio restaurar o que Adão e Eva haviam perdido.

“Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” 1 Co. 15:21-22

Quando João Batista viu Jesus, ele disse, “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Por que João chamou Jesus de O Cordeiro de Deus?  Porque o cordeiro era o animal cujo sangue foi derramado em lugar do pecador. Todo ser humano era culpado de pecar e o salário do pecado é a morte, e o plano de Deus era que o sacrifício de um inocente sem pecado cobriria a culpa de muitos pecadores.

Quando nós olhamos Gênesis 9, precisamos nos lembrar de que Deus instituiu um plano, chamou o plano de redenção pelo sangue, e nós vamos começar a ver sangue por todo o Antigo Testamento. Desde o princípio, havia aqueles que não concordaram e chamaram isto de “a religião do matadouro”, mas Deus ainda está advertindo do mesmo modo que ele advertiu Caim.

Ele se fez pecado por nós.

Ele se fez pecado por nós ao assumir as fraquezas da natureza humana e posteriormente ao assumir a culpa destas fraquezas pelas quais não cedeu.

Na encarnação de Cristo compreendemos que ele se fez pecado por nós em assumir as fraquezas da carne pecaminosa. De maneira ainda mais pormenorizada, Harry Johnson, um valoroso defensor da natureza pós-queda de Cristo, refere-se a Gregory de Nazianzus (329-389), que falou convincentemente acerca de Cristo: “Pois aquilo que Ele não assumiu, Ele não pode salvar”.

Entendemos no sentido mais abrangente que Ele se fez pecado por nós em assumir as culpas das fraquezas que portava em sua carne, fraquezas que constituí as tendências para o pecado transmitido pela lei da hereditariedade, pelas quais Ele era inocente, portanto morreu uma morte substitutiva (no sentido de assumir nossa culpa), morreu nosso sacrifício, morreu pela culpa de nossos pecados. (Jesus foi considerado culpado de todas as fraquezas herdadas sem ter cedido a elas) isso entendemos que Ele morreu em nosso lugar.

Quando Jesus recebeu a culpa de nossos pecados Ele se tornou “o Objeto da Ira”: – Deus tinha permitido que a medida da sua justiça se completasse nisto, não um pouco, mas completamente. Ele “suportaria” o juízo que pertencia ao pecador, e “identificaria com a sua condição“, porque, literalmente “se fez pecado”

” Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Co. 5:21

Quando o Pai lançou a culpa em Seu Filho na cruz do calvário, Ele não suportou somente um pouco dos nossos pecados, mas, Ele se tornou a mesma coisa pútrida, odiada que havia dentro de Adão, e que o separou de Deus.

Neste momento Ele se tornou o “objeto da Ira”. Todo o juízo de Deus foi posto nEle, e por isso não é nenhuma maravilha que Jesus bradou em alta voz, “Eli, Eli, lamá sabactâni” o que significa “Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?“.

William Cowper escreveu:


Há uma fonte transbordante de sangue,
Que jorra das veias do Emanuel;
E os pecadores, completamente imersos nesse sangue,
Perdem todas as manchas de culpa.
Querido Cordeiro moribundo, teu sangue precioso
Jamais perderá o seu poder,
Até que toda a igreja de Deus, resgatada,
Seja salva para nunca mais pecar.

“…temos como âncora da alma segura e firme, e que penetra até o interior do véu, onde Jesus, nosso Precursor, entrou por nós, feito eternamente Sumo Sacerdote“. “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por Seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.” Hb 6:19 e 20; 9:12. GC, p. 420

Ele nos purifica de toda a injustiça.” I Jo 1:9 – “Eles pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro… Ap. 12:11… lavaram a suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” Ap. 7:14.


O clímax da luta de CRISTO com Satanás, veio no jardim do Getsêmani. Até ali CRISTO fora sustido pelo conhecimento da aprovação do Pai. Mas agora Ele “estava oprimido pelo terrível temor de que DEUS estivesse removendo Sua presença de JESUS.” Spirit of Prophecy, vol. 3, pág. 95. Se DEUS O abandonasse, poderia JESUS ainda resistir a Satanás e morrer em vez de submeter-se ao diabo? “Três vezes Sua humanidade recuou do último sacrifício coroador… A sorte da humanidade tremeu na balança.” Ibid., pág. 99. “Conforme a presença do Pai era retirada, eles O viram triste, com uma amargura de tristeza que excede aquela da última luta com a morte.” O Desejado, pág. 759. “JESUS caiu moribundo ao solo, mas com Seu último resto de força murmurou, ‘Se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, seja feita a Tua vontade…’ Uma paz celestial repousou sobre Sua face ensanguentada. Ele havia suportado o que nenhum ser humano jamais podia suportar; Ele havia provado os sofrimentos da morte em favor de todo homem.” O Desejado, pág. 694. Em Sua morte, Ele foi vitorioso.


“Quando Cristo disse, ‘Está consumado’, Deus respondeu, ‘Está consumado, a raça humana terá outra provação [teste, prova].’ O preço da redenção está pago, e Satanás caiu do céu como um raio.” Mss. 11, 1897.

“Quando o Pai contemplou a cruz Ele ficou satisfeito. Deus disse, ‘É suficiente, a oferta está completa.’” Signs of the Times, 30-09-1899.

 

“Na oração intercessória de Jesus com Seu Pai, Cristo reivindicou que havia cumprido as condições que tornava obrigatório ao Pai cumprir a Sua parte do contrato feito no céu, com relação ao homem caído. Jesus orou, ‘completei a obra que Tu Me deste para fazer.’” A Sra. White faz então este esclarecimento, “Isto é, Jesus tinha formado um caráter justo sobre a terra, como um exemplo para o homem seguir.” Spirit of Prophecy, vol. 3, pág. 260.

Ele “levará a glória“. A Cristo pertence a glória da redenção da raça decaída. Através das eras eternas, o cântico dos resgatados será: “Àquele que nos ama, e pelo Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, . . . a Ele glória e poder para todo o sempre.” Ap. 1:5 e 6.

“Assentar-Se-á, e dominará no Seu trono, e será sacerdote no Seu trono.” Agora Ele não está “no trono da glória;” o reino de glória ainda não foi inaugurado. Só depois que terminar a Sua obra como mediador, Lhe dará Deus “o trono de Davi, Seu Pai” reino que “não terá fim” Lc. 1:32 a 33. Como sacerdote, Cristo está agora assentado com o Pai em Seu trono. (Ap.3:21.).

Pr. Osvair Munhoz